Você pergunta! Eu respondo!

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8 comments on “Você pergunta! Eu respondo!
  1. Oi Anne!

    Estou fazendo um estudo sobre “engajamento/paixão pelo que faz” e gostaria de saber a tua opinião:

    O quão importante é pra você que uma pessoa seja apaixonada pelo trabalho que ela faz? Você acha que isso é importante para que ela seja um bom profissional? Você considera ou consideraria essa característica na hora de selecionar alguém para uma vaga?

  2. Oi Thiago.

    Fico muito feliz que tenha colocado as suas questões aqui. Vou respondê-las com carinho e interesse, pois quero ajudar a sua pesquisa 🙂

    * O quão importante é pra você que uma pessoa seja apaixonada pelo trabalho que ela faz?

    Eu não consigo trabalhar com alguma coisa por muito tempo se eu não gostar. Não sou produtivo e nem um pouco criativa. Então, na minha opinião, trabalhar com o que se ama fazer é sinônimo de alto produtividade, comprometimento, melhorias e criação.

    * Você acha que isso é importante para que ela seja um bom profissional?

    Bom profissional até posso ser, mas não serei bem sucedido e satisfeito com o meu trabalho, porque por mais que eu faça o trabalho, não estarei entregando algo que eu realmente gostei de fazer. Logo, poderá ter algum valor para a empresa, mas para o profissional não será grandes feitos.

    * Você considera ou consideraria essa característica na hora de selecionar alguém para uma vaga?

    Eu considero e muito essa característica na seleção de algum profissional. A seleção é o start de todo um processo de trabalho. Se você contratar um profissional que não tenha o perfil, corre o risco de deixar essa pessoa insatisfeita e ainda atingir todo o trabalho de uma equipe, caso não tenha adaptação.
    Muitas empresas acham que selecionar um candidato é fácil, simples, rápido. Mas não é não! Se você quer os melhores profissionais, times de alta performance, com excelentes entregas, tem que “perder” tempo na seleção. Pessoas não softwares que fazemos up grade de versão. Pessoas requerem adaptação, ensino, aprendizado e principalmente acompanhamento para se adaptar a uma empresa.

    Thiago, espero ter respondido com clareza.
    Qualquer duvida ou outra pesquisa, estou a disposição.

    Abs
    Annelise

  3. Oi Buzon.

    Muito boa a sua pergunta. Acredito que seja a duvida de muitos. Vamos la!

    * É possível medir o desempenho individual de uma pessoa em um contexto complexo?

    É possível medir o desempenho de cada profissional sim. Para ocorrer o desempenho individual nas organizações é necessário primeiramente desenvolver a cultura em que as pessoas possam se relacionar umas com as outras de maneira espontânea, franca e colaborativa.
    Após ter esse tipo de ambiente, você precisa entender o comportamento de cada profissional, conhecer as variáveis que determinam as diferenças entre eles (valores, crenças, cultura, sentimentos, ações). Isso só será possível acompanhando e observando o desempenho pessoal nas atividades propostas no ambiente de trabalhos. A partir do que o profissional produziu em cada atividade, analisamos a maneira como fez, como interagiu com as outras pessoas e deduzimos a eficiência do profissional na condução e execução das tarefas.

    * Como seria para avaliar se alguém está indo bem ou mal?

    Para avaliar e acompanhar os profissionais do seu time você precisará planejar atividades com eles, que estão relacionadas ao acompanhamento individual. É preciso sempre saber onde o profissional esta (qual a função, nível de cargo, satisfação, o que ele espera da empresa, o que deseja estudar e como a empresa pode ajudar, etc). Levante os pontos fortes e os pontos que ele precisa desenvolver ou melhorar. As primeiras sessões você precisa entrevistar o profissional pegando todos esses pontos a serem trabalhados. Geralmente a primeira e segunda entrevista demoram quase 1 hora. Com o passar do tempo, essas sessões tendem a cair para 30 minutos, pois confiança entre você e o profissional já foi estabelecida e o assunto fica mais objetivo.
    Após ter anotado todos esses pontos, comece a fazer um plano de ação com o profissional colocando ações a serem feitas, metas para serem cumpridas e datas de entrega. Se você tiver material para emprestar que ajude a alavancar o conhecimento empreste. Se tiver verba para cursos ou workshops ofereça. Seu papel ali é facilitar a absorção de conhecimentos e experiencias em determinado assunto.
    Depois de ter levantado todos esses itens na primeira entrevista com o profissional, você vai acompanha-lo quinzenalmente ou mensalmente agendando sessões.
    Após uns 6 meses você já conhecerá bem o profissional que trabalha com você e poderá propor novos desafios.

    Gostaria de lembrar, que ferramentas ou aplicativos usados para medir o desempenho de profissionais não fará o trabalho de percepção e observação por você.

    Quando falamos de desenvolvimento humano o melhor mesmo é termos contato e estarmos sempre presentes para que a confiança fique estabelecida.

    Espero ter te ajudado, meu amigo Buzon 🙂

    Abs e até mais!

  4. Olá @Anne
    Estou com um dilema e com dificuldades de processo criativo para solucionar;

    Como aplicar as boas práticas ágeis em projetos que não são de TI , e quais os critérios de mensuração de benefícios esperados em projetos com a característica ágil ?

    É possível utilizar índices de métodos tradicionais como IGP,, IDA, SPI, CPI em métodos ágeis, existe uma forma de adaptar , ou é 100% mudança de mindset.

    Abraços

    • Oi Romulo!

      Muito boa a sua pergunta e acredito que possa ser a duvida de outras pessoas também. Vamos lá!

      As boas práticas ágeis podem ser aplicadas em projetos que gerem produtos e serviços, sendo de TI ou não, pois nos baseamos nos 3 pilares da agilidade: inspeção, transparência e adaptação. Ou seja, você pode aplicar o framework Scrum no seu negócio. Basta adaptar o processo e gerir de acordo com o Manifesto Ágil (acesse: http://www.manifestoagil.com.br/index.html).

      Muitas empresas de publicidade e marketing usam Scrum para planejar suas atividades semanais. O processo fica mais leve, tanto de ser acompanhado quanto desenvolvido. O cliente fica mais próximo do desenvolvimento e permite minimizar possiveis desaprovações que possam ocorrer por parte do cliente.

      Quanto os calculos dos indices de custo e prazo fortemente recomendados pelo PMBOK, como citados, você pode inspecionar e trazer para o seu projeto. Não ha nada que seja contra esse tipo de medição. Mas a forma que você coletará os dados será diferente, por não ter ferramentas de controle como o MS Project como por exemplo.

      A agilidade prega muito mais o comprometimento do profissional em produzir e desenvolver, do que um gestor controlando cada atividade. A entrega é feita de forma coletiva e não individual.

      A dica que eu te dou é implantar os passos devagar, montar um time e fazer uma prova de conceito. Comece com projetos menores e que consigam quebrar as atividades. Importante realizar reuniões de retrospectivas para entender a dor de cada integrando do time e atuar na solução. Sempre pensando em uma dor de cada vez, até a cultura ser implantada e todos entenderem o seu papel dentro de todo o processo.

      Nenhuma mudança é fácil meu amigo! Mas se ela for planejada e executada com atenção, você consegue amenizar os problemas e trazer soluções com comprometimento dos profissionais para seu ambiente de trabalho.

      Se quiser mais alguma dica, basta mandar um mensagem para meu email annegripp.ag@gmail.com

      Agradeço muito a sua participação e espero ter esclarecido a sua duvida 🙂

  5. Oi ANNELISE, sou lider de uma equipe, como fazer quando alguem da sua equipe não foi com seu jeito de ser. Confesso que é uma experiencia nova, pois sempre fui coordenador e não lider. Será que eu tenho que mudar meu jeito ou a pessoa?

    Obrigado

    • Oi Claudio!

      Muito bom ter você participando do canal. A sua pergunta é super interessante porque muitos passam pela mesma situação que a sua.

      Vamos la!
      Quando mudamos de função dentro da empresa sempre gera um desconforto, pra você que vai desempenhar uma nova função e para os outros, que vão conviver com você num novo papel.
      Quando você assume um cargo de confiança fica mais fácil esse cenário acontecer, pois a primeira coisa que vem na mente dos seus colegas de trabalho é que agora todos eles estarão subordinados a você. Infelizmente esse é o modelo autocrático que as empresas trabalham, que em vez de unir as pessoas em prol de desenvolver bons produtos e serviços, afastam as pessoas.

      Logo que o modelo de gestão não te ajuda no seu dia-a-dia, apenas te da um cargo, então você mesmo terá que desenvolver essa habilidade.

      Coloque-se no lugar do profissional que você acha que não gosta do seu jeito de ser. Pense no que pode ter levado ele a criar esse sentimento por você. Relembre situações passadas, palavras e ações que podem ter levado ele a ter esse tipo de julgamento. Reflita e busque por algo que possa ter causado esse tipo de conduta.
      Após ter feito isso, crie uma oportunidade para conversar com ele. Nesse momento vocês dois estão na defensiva: de um lado ele te julgando e do outro você, montando a defesa por não saber o motivo.
      A melhor forma de resolvermos essas situações é conversando, desarmados, com transparência. Crie esse momento com ele, seja num café, num chopp, um momento de descompressão, fora do ambiente de trabalho. Diga que você tem observado ele distante e tal. Fale sobre essa nova experiencia de lider e pergunte a ele o que espera do seu trabalho como lider, o que espera da empresa, da equipe… Ou seja, dê espaço para ele falar como se sente e mostre que você está ali para ajudar, para compartilhar, para colaborar com o trabalho dele e da equipe.

      Na verdade o que você esta passando é o que todo profissional que se torna líder sem ter sido desenvolvido para essa cargo passa; insegurança para assumir o cargo. As mudanças que precisa fazer são na sua forma de interagir com as pessoas. Um bom líder observa a sua equipe e o ambiente de trabalho o tempo todo, promovendo mudanças e melhorias que trarão evolução, tanto para o desenvolvimento dos profissionais quanto desenvolvimento de produtos.
      Não espere, como a maioria dos líderes, que os profissionais venham até você para falar, pois quando eles fizerem isso é porque já estarão com problemas. Vá até eles, ouça o que eles tem pra dizer, seja colaborativo, seja facilitador, seja servidor.
      Trabalhar em parceria é melhor do que trabalhar sozinho 😉

      Bom, espero ter ajudado!
      Se tiver mais alguma duvida, só me escrever!
      Abs
      Annelise

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