Resistência à mudança… Por que isso acontece?

imagesUma mudança ou transformação organizacional pressupõe alteração de um estado, modelo ou situação anterior (antigo), para um estado ou situação futura (novo), por razões planejadas e premeditadas. Ou seja, a mudança é uma das ações esperadas para se chegar ao resultado satisfatório. Geralmente, as mudanças são bem recebidas por poucos e mau vistas por muitos. Vamos analisar juntos a situação…

Resistir a mudança é algo natural que carregamos conosco. Até mesmo o nosso organismo gera e demonstra resistência quando recebe uma alimentação diferente, não é verdade?! Então, não seria diferente se formos pensar em empresas. A primeira ação é criarmos realmente uma barreira em relação a nova informação, como uma defesa. Se não sabemos, não confiamos! É assim que nós funcionamos… Mas será que podemos minimizar a resistência???

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Toda vez que montamos um plano de ação para melhorar ou inovar alguma área da empresa, montamos também um plano para comunicar e preparar os funcionários, tantos os envolvidos diretamente com a mudança, quanto os impactados. O plano deve conter quais as areas que serão impactadas, quais serão envolvidas, treinamentos e certificações necessários, recursos que devem ser comprados, profissionais que devem ser contratados, quem vai trabalhar na mudança, quem vai comunicar e como vai comunicar sobre o andamento do plano. Quanto antes esse trabalho for feito, melhor. Menos ruído será gerado dentro da empresa e menos resistência pelos participantes também. Caso esse trabalho não for feito ou for feito de qualquer maneira, sem ter tido um estudo prévio, a organização corre o risco de sofrer inércia estrutural, foco limitado de mudança, inércia do grupo, ameaça a melhoria e inovação, ameaça as alocações das profissionais e recursos alocados, disperdício financeiro, entre outros.

Logo, podemos dizer que o profissional, escolhido e qualificado para participar da mudança organizacional é o principal pilar de qualquer mudança organizacional. Por isso, ele deve ser valorizado e respeitado.

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Se focarmos no profissional, podemos dizer que todo processo de mudança traz oportunidade de evolução, não só para empresa, negócios, produtos, como para carreira profissional também. É um momento de aprender, integrar, reciclar e obter melhores resultados.

A resistência aparece quando somos designados a novas funções e papéis. Por não conhecermos ou sabermos o bastante sobre o trabalho que vamos desempenhar, colocamos o “pé no freio” e com cautela, buscamos informações sobre o que teremos que fazer. Se a empresa concede essas informações com objetividade e clareza, prepara os profissionais para a nova função, podendo ainda se necessário, pagar cursos, treinamentos e certificações. Quando a empresa da esse suporte para o funcionário,  o medo e o receio de fracassar diminuem, ao mesmo tempo que o conhecimento e a experiência vão aumentando com a prática. O resultado de todo esse investimento virá com o tempo, pois profissionais seguros e confiantes em seu ambiente trabalho tornam-se multiplicadores para os demais profissionais da empresa, fazendo com que a organização mude sem tanta dor.

Resumindo o assunto, podemos dizer que o melhor antídoto para combater a resistência a mudança é envolver os profissionais com o máximo de informação, conhecimento e apoio que puder. Assim eles se sentirão empoderados e aptos a mudar.

Então, vamos praticar? Aplique no seu time, na sua equipe! Lembre-se de começar a mudança aos poucos, com pequenas ações, para observar e aprender com os erros, melhorar e adaptar as ações e alcançar o sucesso.

Mudança que não envolve as pessoas, gera problemas, em vez de soluções!

Até o próximo pessoal!

2 comments on “Resistência à mudança… Por que isso acontece?
  1. Olá Annelise, discordo em partes com a sua opinião, acho que só envolvimento de pessoas talvez não seja a solução para a resistência, tivemos uma experiência recente com isso quando aplicaram SAFE nas equipes, adivinha os times ficaram desmotivados. O método Kanban tem diversos estudos feitos sobre a resistência a mudança, já leu esse texto http://blog.aspercom.com.br/2014/09/05/scrum-kanban-por-onde-comecar/ ? ajuda entender a diferença entre Kaikaku e Kaizen (tem outro texto só sobre isso em http://blog.aspercom.com.br/2011/09/09/kaikaku-kaizen/), é parecido com a diferença de evolução e revolução. Em revoluções as resistências são maiores, mesmo se envolver as pessoas o quanto antes. Precisamos de mais modelos de transição convincente.

    • Ola Paulo! Tudo bem? Legal que você tem uma visão e uma experiência diferente da minha. Nesses 7 anos de agilidade e de implantação em 2 empresas grandes e 1 pequena tive exatamente a experiência que descrevi nesse texto. Por isso que acho legal ter a participação das pessoas nos artigos, justamente para trocarmos conhecimento. Muito obrigada pelas indicações. Vou ler sim! Um abraço!

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