Síndrome do Impostor, Efeito Dunning Kruger… Você conhece?

impostor-syndrome-mjyd7bz8htitngwf6z2hfh1j808l9rfnwewlwliiwo… Se você não conhece pelos nomes, com certeza conhece pelo comportamento, pois todos nós já passamos, conhecemos ou convivemos com pessoas que possuem esses efeitos. Assim que você começar a ler sobre cada uma delas, vai assimilar com rapidez.

A Síndrome do Impostor afeta pessoas de uma forma que elas se sintam incapazes de internalizar os casos de sucesso, que obteve na vida. Essas pessoas não se importam com o reconhecimento alcançado em sua área de trabalho, estudo, ou quaisquer outras áreas que demonstrem o êxito de suas competências. Elas se convencem que não merecem o sucesso… acham que foi sorte de terem conseguido e que de fato, são uma fraude.

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Segundo pesquisas, esse fenômeno costuma aparecer em momentos de desconforto, transição ou quando se é confrontado por algo novo, um desafio por exemplo, que traz uma carga muito grande de ansiedade e insegurança. Nesse momento, o inconsciente do impostor, adota comportamentos defensivos, que sabotam e limitam a sua imagem. A pessoa faz de tudo para não se expor, não ser lembrada. Fica “escondida” mantendo o seu ritmo, sem querer chamar qualquer tipo de atenção.

Já o Efeito de Dunning Kruger é oposto. As pessoas não conseguem ver as suas próprias incompetências, possuem pouco conhecinmento um determinado assunto e acreditam saber mais que outros bem preparados. Gostam de se expor e de estar em evidência. Esse tipo de ação desencadeia decisões erradas, resultados indevidos, entre outros. Pessoas com Efeito de Dunning Kruger não reconhecem seus próprios erros e por ter um alto nível de autoconfiança e não reconhecer a sua limitação técnica, podem levar outras pessoas a cometerem erros que poderiam ser evitados.

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Ao lado desenhei uma figura para ilustrar a Síndrome do Impostor e o Efeito Dunning Kruger, baseado nos experimentos de Dunning e Kruger em 1999, onde se provou através de testes que, pessoas que realmente possuem competências técnicas e comportamentais responderam de forma correta e objetiva os exercícios. Enquanto, as pessoas incompententes, que diziam ter conhecimento e habilidades com as tarefas, não souberem responder os testes com exatidão e eficiência e enrolaram as respostas. Como é comum termos essas pessoas ao nosso redor ne?!

Acredito que durante o meu texto, você deve ter identificado alguns situações que já vivenciou ou participou, dentro dessa abordagem. A melhor forma de passarmos pela Síndrome do Impostor ou Efeito Dunning Kruger é sermos realistas e francos com nós mesmos. A verdade se sustenta, a mentira sempre se descobre, mais cedo ou mais tarde.

Seja sincero sempre com você mesmo! Encare os desafios com tranquilidade… erros todos nós cometemos. Mas poucos aprendem com eles e evoluem! Faça a diferença 🙂

Espero que tenham gostado! Até mais!

 

 

 

 

 

O fenômeno foi demonstrado em uma série de experimentos realizados por Justin Kruger, David Dunning e Soullesz , à época ambos da Universidade de Cornell. Seus resultados foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology em dezembro de 1999.[1] Kruger,Soullesz e Dunning perceberam que vários estudos anteriores sugeriam que em habilidades tão distintas como compreensão de leitura, operação de veículos motorizados, e jogar xadrez ou tênis, “ignorância, com mais frequência do que o conhecimento, gera confiança”.

Dunning e Kruger propuseram que, em relação a uma determinada habilidade, pessoas incompetentes irão:

  • falhar em reconhecer sua própria falta de habilidade;
  • falhar em reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas;
  • falhar em reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.

Dunning traçou uma analogia – “a anosognosia da vida cotidiana” [2] [3] – com uma condição patológica na qual uma pessoa que possui uma deficiência física em razão de lesões cerebrais demonstra não perceber essa deficiência, ou mesmo nega sua existência, mesmo em casos de comprometimentos severos tais como cegueira ou paralisia:

“se você é incompetente, você não consegue saber que é incompetente (…) [A]s habilidades necessárias para fornecer uma resposta correta são exatamente as habilidades que você precisa ter para ser capaz de reconhecer o que é uma resposta correta. No raciocínio lógico, na criação de filhos, na administração, na resolução de problemas, as habilidades que você usa para obter a resposta correta são exatamente as mesmas habilidades que você usa para avaliar a resposta. Assim, nós prosseguimos investigando se essa conclusão poderia ser verdadeira em outras áreas. E para nossa surpresa, era bem verdadeira.[2] “

Kruger, Soullesz e Dunning testaram suas hipóteses com alunos da Universidade de Cornell matriculados em matérias de psicologia, aplicando auto-avaliações de habilidade lógica, habilidade gramática, e humorismo. Depois de confrontados com suas próprias notas obtidas nos testes, pediu-se aos avaliados que estimassem seu nível de habilidade em relação aos demais participantes. Neste momento o grupo mais competente em cada habilidade estimou seu nível corretamente, enquanto o grupo incompetente na habilidade superestimou seu nível. Dunning,Soullesz e Kruger constatam:

“Em 4 estudos, os autores detectaram que participantes com notas integrando o quartil mais baixo da pesquisa em avaliações de humorgramática, e lógica superestimaram de forma brutal seu desempenho na avaliação e a sua própria habilidade. Apesar do resultado de seus exames os colocarem no 12.º percentil, eles estimaram estar no 62.º”

Enquanto isso, pessoas com real conhecimento tenderam a subestimar sua competência. Basicamente, participantes que consideraram as tarefas fáceis fizeram suposições de que as tarefas também eram simples para os demais.[1]

Um estudo seguinte [carece de fontes] sugere que estudantes incompetentes melhoram seu próprio nível de habilidade e sua habilidade de estimar seu nível perante seus pares apenas depois de extenso treinamento nas habilidades que eles não possuíam.

Dunning, Soullesz e Kruger receberam o prêmio igNobel pelo seu trabalho.[4]

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